Compartilho a entrevista que concedi sobre financiamento de campanhas eleitorais, na qual destaco a diferança entre os modelos de campanha nos EUA e no Brasil.
As eleições brasileiras estão entre as mais caras do mundo. Escolhemos nossos representantes em formato proporcional, com listas abertas, o que provoca competição dentro do próprio partido e personaliza a captação de recursos para as campanhas. Mesmo com o horário eleitoral gratuito em rádio e televisão, verdadeiras fortunas são gastas pelos partidos na produção de propaganda.
A grande circulação de dinheiro acaba abrindo margem para desvio de recursos, utilização de caixa dois e uso de verba pública para manutenção de currais eleitorais. Preocupado com a questão, o Senado chegou a instituir uma Comissão de Reforma do Código Eleitoral, buscando formas de diminuir os custos de um modelo eleitoral oneroso e pouco transparente.
1 de outubro de 2010
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