Ao conferir o Prêmio Nobel de Economia para Elinor Ostrom, economista política, professora da Universidade de Indiana e diretora do Centro de Estudos de Diversidade Institucional, ficou evidente que o caminho do empoderamento das pessoas para exercerem seu auto-governo está na ordem do dia da agenda mundial. Ostrom é a primeira mulher a conquistar esse prêmio, e o principal objetivo de seus estudos é "perceber como é que os cidadãos podem organizar-se para se auto-gerirem", num verdadeiro espírito de governança solidária. Em seu livro "Governing the Commons - the evolution of institutions for colective action" , examina situações concretas de grupos de pessoas que procuram administrar bens coletivos, especialmente na área de recursos naturais. Segundo a laureada, além da regulação centralizada de governo ou da privatização de bens ou recursos de uso comum, como represas ou sistemas de irrigação, há uma terceira alternativa para resolver o problema da gestão de bens coletivos que tem se revelado muito eficaz: a definicão de instituições cooperativas duráveis que são organizadas e governadas pelos próprios usuários desses bens ou recursos. No momnento em que os rumos da humanidade parecem restringir-se à velha dicotomia Estado versus Mercado, não poderia ser mais oportuna essa premiação, que destaca através de evidências empíricas a capacidade das pessoas de organizarem-se, cooperarem entre si e exercer formas inovadoras de auto-governo, em sintonia com a sociedade do conhecimento e os mais rigorosos princípios de sustentabilidade.
13 de outubro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário