A visita do presidente Barack Obama a Turquia e as manifestações que fez naquele país revelam uma mudança importante na política exterior de Washington com relação ao mundo muçulmano e confirmam uma vez mais os compromissos de campanha. Os EUA insistiram durante o governo Bush em confundir islamismo com extremismo, como se todos os muçulmanos que professam a fé islâmica fossem extremistas e fanáticos. Essa confusão, talvez proposital, que começou a ser introduzida no discurso do governo norte-americano logo após o atentado das torres gêmeas, causava profunda indignação nas comunidades muçulmanas que vivem nos Estados Unidos, como tive a ocasião de comentar em uma postagem nesse blog, ainda em plena campanha de Obama (ver “Barack Obama e as Relações com o Mundo Muçulmano”, datada de 26 de outubro de 2008). As duas manifestações públicas de Obama na Turquia deixam claro que o novo governo dos Estados Unidos diferencia claramente o islamismo do terrorrismo. Por um lado, manifesta profundo respeito pela fé islâmica, dentro do princípio democrático da liberdade de culto religioso. Por outro, faz coro com o islã, assim como todas as demais correntes religiosas do mundo, na condenação de práticas e atentados terroristas. Essa nova atitude deverá contribuir significativamente para reduzir a tensão mundial, isolar e fragilizar os grupos fanáticos e terroristas, e abrir caminho para mais diplomacia, diálogo e entendimento na solução dos gravíssimos problemas com que se defronta a humanidade nesse início de novo século.
9 de abril de 2009
Obama E O Mundo Muçulmano
A visita do presidente Barack Obama a Turquia e as manifestações que fez naquele país revelam uma mudança importante na política exterior de Washington com relação ao mundo muçulmano e confirmam uma vez mais os compromissos de campanha. Os EUA insistiram durante o governo Bush em confundir islamismo com extremismo, como se todos os muçulmanos que professam a fé islâmica fossem extremistas e fanáticos. Essa confusão, talvez proposital, que começou a ser introduzida no discurso do governo norte-americano logo após o atentado das torres gêmeas, causava profunda indignação nas comunidades muçulmanas que vivem nos Estados Unidos, como tive a ocasião de comentar em uma postagem nesse blog, ainda em plena campanha de Obama (ver “Barack Obama e as Relações com o Mundo Muçulmano”, datada de 26 de outubro de 2008). As duas manifestações públicas de Obama na Turquia deixam claro que o novo governo dos Estados Unidos diferencia claramente o islamismo do terrorrismo. Por um lado, manifesta profundo respeito pela fé islâmica, dentro do princípio democrático da liberdade de culto religioso. Por outro, faz coro com o islã, assim como todas as demais correntes religiosas do mundo, na condenação de práticas e atentados terroristas. Essa nova atitude deverá contribuir significativamente para reduzir a tensão mundial, isolar e fragilizar os grupos fanáticos e terroristas, e abrir caminho para mais diplomacia, diálogo e entendimento na solução dos gravíssimos problemas com que se defronta a humanidade nesse início de novo século.
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