Enquanto os jornais locais enfatizam a redução de subsídios para os grandes produtores agrícolas no primeiro orçamento do governo Obama, abrindo espaço de mercado para a produção agrícola brasileira, os jornais dos Estados Unidos destacam a coerência da proposta com os objetivos de mudança anunciados na campanha. O 3,55 trilhões de gastos programados anunciam mais gastos em assistência à saúde, energia, e educação, enquanto aumentam os impostos sobre os 5% de contribuintes mais ricos, as indútrias de petróleo e gás, e os administradores de fundos de investimentos, entre outros. Segundo o USA Today, a proposta orçamentária de 134 páginas “não tem precedentes em tamanho, com uma abrangência impressionante e com certeza terá um impacto enorme sobre milhões de norte-americanos”. Já o Wall Street Journal destaca que o plano de gastos “marca uma mudança significativa em quase trinta anos de filosofia governamental”, decretando o fim da política econômica da era Reagan.
Déficit de 1,75 Trilhões de Dólares Preocupa Republicanos
O Washington Post declara que “a agenda de Obama procura fomentar uma redistribuição de riqueza, com o governo trabalhando para reduzir a disparidade crescente entre ricos e pobres”. A fim de alcançar este propósito, entretanto, Obama “estabelece marcos controvertidos em quase todos os principais temas que desafiam o país”, afirma o Los Angeles Times. O WSJ prevê que o plano de gastos “provavelmente despertará uma das mais duras lutas políticas que Washington já viu em anos”. Os Republicanos foram rápidos em levantar suas objeções no que foi claramente “um sinal de preocupação para o presidente”. A Senadora Olympia Snow, do Maine, uma das poucas Republicanas que votou a favor do pacote estímulos à economia, declarou que, enquanto as metas do presidente são valiosas, ela lamentava que o orçamento “ficou extremamente tímido” na restrição fiscal e redução do déficit.
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