Todos os jornais de hoje nos Estados Unidos trazem manchetes sobre a decisão do Presidente Obama de formar um fundo de reserva de 634 bilhões de dólares durante os próximos dez anos para financiar o programa de assistência universal à saúde prometido na campanha.
O início da formação desse fundo será anunciado com a apresentação da primeira proposta de orçamento do novo governo. Os recursos para a formação do fundo virão do aumento de impostos dos norte-americanos mais ricos e do corte de despesas governamentais supérfluas.
No centro do plano está uma proposta de redução gradual do valor de certas deduções que aqueles no topo da pirâmide de renda podem realizar para itens como juros sobre hipotecas e contribuições caritativas. Ao mesmo tempo, Obama também proporá estender a redução de impostos para a maior parte dos norte-americanos e pagar essa conta com as receitas que obterá de taxações mais elevadas para indústrias poluidoras.
Iniciativas Para Redistribuir A Renda
Essas duas propostas, articuladas com o propósito de Obama de suspender algumas das reduções de impostos da administração Bush, conformam “um pronunciado movimento para redistribuir riqueza através da imposição de uma maior parcela da carga tributária sobre as grandes empresas e os contribuintes mais ricos”, afirma o New York Times.
O fundo de reserva de 634 bilhões de dólares é “um grande passo para estender a cobertura de assistência à saúde para 46 milhões de norte-americanos não-segurados e subsidiar com prêmios outros norte-americanos que tem seguro”, afirma o jornal USA Today.
Por outro lado, segundo o Wall Street Journal, a proposta de aumento de impostos deverá criar uma grande polêmica no Congresso, e uma das questões chave será “se uma mudança na fórmula de deduções desestimularia doações caritativas entre os mais ricos”.
O déficit previsto da proposta orçamentária que será encaminhada ao Congresso norte-americano é de 1,75 trilhões de dólares.
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