13 de dezembro de 2008

Os Estados Unidos E A Agenda Ambiental


A nomeação de Steven Chu para Secretário de Enegia é mais uma clara indicação de que o governo Obama promoverá a reintegração dos Estados Unidos nos esforços mundiais para um planeta mais limpo. Premio Nobel de Física em 1997, Chu é o chefe do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley desde 2004. Essa e outras indicações na área de energia e ambiente do novo governo foram muito bem recebidas pela comunidade científica e pelas lideranças e ativistas da sociedade civil. As nomeações sugerem que Obama fará um forte movimento com base em medidas concretas no combate ao aquecimento global e programas para apoiar a inovação na área energética. O Laboratório Lawrence Berkeley é considerado lider mundial na pesquisa de fontes alternativas e renováveis de energia, particularmente no desenvolvimento de fontes de energia neutras em carbono, segundo o jornal Washington Post. Espera-se já para os primeiros dias do novo governo, que assume em 20 de janeiro, decisões concretas e impactantes que sinalizarão o realinhamento estratégico dos Estados Unidos na agenda ambiental mundial.


A Economia E A Geopolítica Na Base Das Novas Decisões


Mais do que isso, Obama tem sinalizado em suas manifestações que pretende colocar o país na liderança do movimento mundial em defesa da sustentabilidade do planeta. Não se trata apenas de reconectar o país com o clamor mundial, senão também de abrir caminho para um modelo energético mais eficiente e geopoliticamente mais seguro. Tanto o carvão como o petróleo são fontes de energia não renováveis e sujas, que aumentam o gás carbônico na atmosfera e o efeito estufa. Os padrões tecnológicos associados a essas fontes estão ultrapassados pelo seu alto grau de desperdício, como é o caso dos motores, especialmente nas montadoras de automóveis norte-americanas. Além disso, a dependência de petróleo importado do Oriente Médio e da Venezuela, deixa os Estados Unidos vulneráveis diante de países e regiões que ameaçam a segurança do país, e incusive do mundo. Finalmente, mas não menos importante, a inovação e o investimento em grande escala em energias alternativas poderá ser o caminho da retomada de um novo ciclo de desenvolviemto capitalista, liderado pelos Estados Unidos. Essas são as razões de fundo que movem o governo Obama a uma nova direção estratégica, cujo caráter está em sintonia e corresponde à necessidade e ao sentimento mundial por um planeta mais sustentável e mais pacífico.

1 comentários:

Renata disse...

Torço muito para dar certo essa aposta.