21 de novembro de 2008

Recessão ou Depressão Mundial

São cada vez maiores as evidências de que a economia mundial, liderada pelos Estados Unidos, caminha para uma depressão, que equivale a uma recessão suficientemente profunda a ponto de produzir uma deflação de preços, ou seja, uma redução generalizada de preços nos mercados. Todos os indicadores apontam nessa direção, o péssimo e persistente desempenho das bolsas de valores, a explosão do número de desempregados, a drástica queda nas vendas, a vertiginosa baixa no preço do barril de petróleo. Os principais jornais dos Estados Unidos falam no mesmo tom, "a recessão deverá ser mais longa e profunda do que mesmo os mais pessimistas tinham previsto". Desde um ano atrás, no ponto mais alto já atingido, até hoje, a Bolsa de Valores de Nova York caiu 43,5%. Desde o pico de outubro de 2007, foram aniquilados quase 10 trilhões de dólares de riqueza. Isso significa que a queda do mercado eliminou praticamente todos os ganhos da época de crescimento que persistiu nos cinco anos que vão de outubro de 2002 até outubro de 2007. Os analistas que apostavam que o mercado havia chegado ao fundo do poço e não poderia senão subir, após as perdas de outubro, agora admitem que o sofrimento está longe de terminar. Uma situação de pânico ameaça desenhar-se no horizonte de Wall Street.

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