“Eu vi, eu estava na rua, eu caminhei entre eles, passei por suas cidades, estados, eu os vi trabalhando como voluntários, eu os vi abnegados mas sem alarde, sem crenças profundas de vitória. Era como se admitir ganhar fosse perder. Eu vi cada negro destes restaurantes, escolas, lojas, supermercados, com uma esperança transcendente, quase uma luz num olhar distante. Quase impessoal, cansados, não estavam mais aqui, estavam distantes num trágico passado. No entanto, quando o último voto foi depositado na urna, eles sabiam, pelo comparecimento massivo, que tinha-se enfim um resultado.E a nação poderosa e branca, desmanchou-se em lágrimas, e as bocas caladas gritaram, falaram, e os corações há tanto contidos, explodiram. Do Harlem ao Alabama, de Nevada a Chicago, o país todo reverenciou um negro, agora Mister President Barack Obama.”
Em pleno Rockefeller Center, aqui em Nova York, encontrei duas afro-americanas, Raven Dove e uma amiga, que me confirmaram esse sentimento de temor e contenção que tomou conta dos afro-americanos durante a campanha de Obama, e que explodiu em alegria e emoção quando os resultados indicaram a sua eleição.
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