
Neste domingo, 9 de novembro, tive o privilégio de assistir a uma partida de basket-ball no Madison Square Garden, entre o New York Knicks e o Utah Jazz. Um verdadeiro espetáculo, além de uma grande partida. A arena é a quadra de basquete, os gladiadores são os jogadores, o leão é a bola, o coliseu é o estádio. Nova York é a nova versão de Roma. Uma versão exuberante, tecnicolor. Nós, a plebe, assistimos boquiabertos a partida, os tambores são reproduzidos por um som digital, não gritamos mais morra, e sim "offense", "diffense". O espetáculo é o "game", o "dancing" cívico dos adolescentes do "Knicks kids", o desfile militar em suas fardas impecáveis. Nos telões do teto desfilam rostos de marinheiros, já que é dia de homenagear a marinha norte-americana. As celebridades do cinema e da música são anunciadas com orgulho e seus rostos aparecem nas telas, todos irmanados pela vibração da disputa entre dois grandes times de um dos esportes preferidos por aqui. Diante dos meus olhos, uma sínterse da cultura e da sociedade norte-americana, sua pujança, sua organização, seu profissionalismo, sua energia cívica, sua paixão pelo esporte, ao lado de um forte espírito militarista e imperial, que nos deixa com as barbas de molho. Um cartaz de Obama exposto por um torcedor é ovacionado. Tempos novos parecem que se avizinham. Há uma grande expectativa e uma interrogação no ar. Mas, enfim, isso é N

ova York, e Nova York é "express", o sonho norte-americano de consumo feito realidade.

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