30 de novembro de 2008

Gerdau Defende A Regulação Dos Mercados Finaceiros

Leio com satisfação artigo sobre Crise e Regulação,do empresário Jorge Gerdau Johannpeter , no jornal Zero Hora. Como um dos maiores e mais lúcidos empresários do Brasil, uma voz representativa da sociedade civil, é também reconhecido internacionalmente pela qualidade da gestão de suas empresas, e de seus niveis de rentabilidade no setor siderúrgico internacional. Lembro-me, por exemplo, que conversando com um amigo e professor da Universidade de Stanford sobre suas aplicações financeiras, revelou-me que era investidor do grupo Gerdau no Brasil. Gerdau posiciona-se com firmeza pela necessidade de regular os mercados financeiros, depois da crise que derretou Wall Street. "As empresas tem uma série de normas rígidas a serem cumpridas e o mesmo deveria servir para o mercado financeiro, o que ainda não acontece." Gerdau se insere na tendência predominante nos países centrais, de mudança do pensamento econômico convencional, que predominou nas últimas três décadas.

É Necessário Democratizar A Agenda Econômica

Baseada na falsa premissa de que os mercados financeiros se auto-regulam e tendem ao equilíbrio, se deixados livres, propiciando assim uma alocação ótima dos recursos, a política econômica de desregulamentação praticada pelos Estados Unidos contribuiu decisivamente para a criação da enorme bolha especulativa que explodiu em setembro. Suas consequências estão levando a economia norte-americana e mundial a mais grave recessão do último século.É essencial que a sociedade civil e os políticos debatam esse tema no Brasil, porque a informaçao transparente e o pensamento crítico de todos os segmentos da sociedade poderá resultar numa necessária democratização da agenda econômica. No momento em que somas enormes de recursos públicos dos contribuintes são mobilizadas para salvar as instituiçoes financeiras privadas e estimular o crédito e o consumo, reativar a economia e enfrentar os alarmantes índices de desemprego, a questão democrática do envolvimento responsável da sociedade nessas decisões é legítimo e saudável.

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