
Vinte e três das 35 cidades do Vale do Silício adotaram os objetivos de redução de gases poluidores do Acordo de Proteção do Clima dos Prefeitos dos Estados Unidos, sob o clamor de ativistas locais com a campanha do Clube Sierra para “Cool Cities” (Cidades Desaquecidas). O acordo conclama as cidades a reduzirem suas emissões de gás carbônico em 7% abaixo dos níveis de 1990 até 2012, tanto na cidade como um todo quanto nos bairros, alinhado com o protocolo de Kyoto. A maior parte dessas cidades terá inventários completos de suas próprias situações até 2008 e o próximo passo será construir um plano de ações para reduzir emissões, de acordo com o Sierra Clube. Essas ações envolverão desde incentivos para que as pessoas limitem seus deslocamentos, até a possibilidade de tornar viável a colocação de painéis solares em suas casas. “Temos visto uma combinação de ativismo público e conscientização geral que tem levado a níveis maiores de engajamento cívico, mas muitas cidades estão tendo problemas de execução de suas ações por uma série de razões”, diz Julio Magalhães, coordenador do Programa Aquecimento Global da seção local do Sierra Clube.
Geração de Empregos Com Tecnologias Limpas
Por outro lado, os prefeitos das três principais cidades da Área da Baía, na Califórnia, San Francisco, San Jose e Oakland, acordaram participar de um pacto regional pela mudança climática, liderado pela iniciativa privada, que incluirá o uso de mais energia renovável, geração de mais empregos com tecnologias limpas, redução do uso de água e crescente destino do lixo urbano para produzir energia. De acordo com o termo de referência do pacto proposto, cerca de 8 mil projetos de energia solar estão em andamento ou foram concluídos na Califórnia, com uma capacidade de geração total de 112 milhões de quilovates. Uma pesquisa entre as 250 empresas líderes da iniciativa mostra que um terço delas estão envolvidas na execução de pelo menos um projeto verde. Esse esforço conjunto das cidades e do setor privado norte-americano insere-se no projeto nacional de conquistar a independência de petróleo importado nos próximos anos, ao mesmo tempo em que poderão ser gerados milhões de novos postos de trabalho no país.
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