
Fazemos parte do modelo ocidental de democracia, que apresenta várias características comuns. Amplas liberdades individuais e coletivas, independência e harmonia entre os Poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário -, mesmo que em graus diferenciados, eleições periódicas, voto universal e secreto, diferentes esferas de governo, seja em federações ou estados unitários, são apenas algumas de nossas semelhanças. Temos, entretanto, importantes diferenças. Uma delas, crucial, é que nos Estados Unidos o voto é facultativo, e não obrigatório como no Brasil. Os candidatos e partidos tem que realizar um duplo esforço: além de convencer os eleitores para votar em seus nomes e propostas, tem que convencer os eleitores a dirigir-se às urnas no dia das eleições. Por outro lado, aqui o voto para presidente da nação não é direto, como no Brasil. O resultado das eleições diretas para presidente em cada Estado federado compõe o colégio de delegados do Estado, e os delegados dos 50 estados federados formam o Colégio Eleitoral, que elege o Presidente dos Estados Unidos. Se nenhum dos candidatos obtiver pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral, o Presidente será o candidato que obtiver o maior número de votos na Câmara dos Deputados e o Vice-presidente aquele que obtiver o maior número de votos no Senado.
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