
A queda de 679 pontos, ou 7,3%, da Bolsa de Nova York hoje, acumulando uma queda de cerca de 20% nos últimos sete dias, revela que as principais medidas tomadas até aqui não conseguiram reverter a perda de confiança das pessoas e investidores nos mercados e nas medidas das autoridades econômicas. Primeiro foi o plano de socorro do governo dos Estados Unidos no valor de 700 bilhões de dólares. Depois foi o ingresso do Banco Central dos Estados Unidos como financiador direto das grandes empresas e bancos. E, por fim, a ação coordenada de redução das taxas de juros por todos os grandes bancos centrais nacionais. Uma nova medida está em exame, de compra de ações dos bancos norte-americanos pelo Banco Central, com múltiplos objetivos: injetar capital nesses bancos, retomar sua atividade de financiadores, e manter a sua confiabilidade perante os correntistas e investidores. Mas todas as evidências apontam para mais dificuldades. Não só o setor financeiro, mas toda a economia global está despencando: vendas, produção, empregos, salários, crédito, expectativas. Há um visível ciclo recessivo em curso. A confiança dos consumidores foi seriamente ferida. A indústria automobilística, um dos motores da economia mundial, começa a sofrer as conseqüências da crise da economia global e da redução de suas vendas. A General Motors perdeu 31% no valor de suas ações, que chegaram ao nível mais baixo dos últimos quase 60 anos.
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