Estados Unidos A Caminho Da Recessão
O Banco Central dos Estados Unidos deixou claro em seu comunicado oficial que a crise financeira, combinada com o crescimento do desemprego, salários estagnados e outros problemas econômicos relacionados, conformam uma combinação perversa. Já o Relatório Anual do FMI prevê redução do crescimento global e risco de recessão nos Estados Unidos. Diante disso, analistas prevêem que o Federal Reserve terá que reduzir ainda mais a taxa de juros nos Estados Unidos proximamente. As iniciativas isoladas tomadas pelas autoridades econômicas de cada país para conter a crise tiveram impacto muito pequeno. Isso deixou claro para essas autoridades que a crise adquiriu dimensão mundial e que ações coordenadas e de amplo alcance são a única forma efetiva de lidar com ela daqui para a frente. Interessante observar que, nessa hora de crise, a palavra de ordem, tanto no sistema financeiro, como entre as autoridades econômicas nacionais, passa a ser a cooperação, deslocando para um segundo plano a competição, que se constitui na pedra angular da economia capitalista.
Candidatos A Presidente Apóiam Iniciativa
Em notas oficiais, os dois candidatos a presidência apoiaram a iniciativa do Banco Central dos Estados Unidos, em conjunto com os demais Bancos Centrais, de redução das taxas de juros. Ambos, entretanto, enfatizam a necessidade de serem tomadas medidas adicionais para proteger as famílias ameaçadas de terem suas casas confiscadas por atraso no pagamento de seus financiamentos. Diferentemente de McCain, entretanto, a nota oficial de Obama explicita uma conclamação ao Departamento do Tesouro e ao Congresso para viabilizarem imediatamente um plano de socorro para a classe média, “que preserve um milhão de empregos e dê conforto às famílias que lutam pela sua sobrevivência, aos pequenos negócios e a todos os americanos que estão perdendo suas casas”.
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