Rompimento De Colin Powell Com Os Republicanos
Entre as razões que Colin Powell enumerou para abrir seu apoio para Obama, está sua inconformidade com a campanha do Partido Republicano de “insidiosa combinação de rumores de que Barack Obama era Muçulmano, com intimidações de que ele era um simpatizante terrorista”. O equívoco de identificar os Muçulmanos e o mundo Islâmico com o terrorismo, a partir do ataque às torres gêmeas de 11 de setembro de 2001, tornou-se uma marca do governo Bush e do seu partido. O Conselho de Relações Islâmico-Americanas afirma que a expressão “terrorismo Islâmico” é um mito, porque associar a palavra “Islâmico” com “terrorismo” atinge genericamente todos os Muçulmanos. “A retórica usada contra os terroristas deve ser dirigida contra os verdadeiros terroristas, e não contra a fé islâmica que suas ações contradizem”. Perpetuar essa expressão “é uma afronta ao princípio da liberdade religiosa sobre o qual os Estados Unidos foram fundados”, conclui Saqib A. Zuberi, diretor do Conselho, em artigo para o Jornal San Jose Mercury News.
Mudança Na Relação Dos Estados Unidos com o Islã
Depois de 18 meses de trabalho examinando as causas do deterioramento das relações entre os Estados Unidos e o mundo Muçulmano durante o governo Bush, um grupo diversificado de alto nível propôs uma completa mudança da estratégia norte-americana para reverter a expansão do terrorismo e do extremismo no mundo. Em seu relatório, “Mudando o Curso: Uma Nova Direção para as Relações dos Estados Unidos com o Mundo Muçulmano”, 34 líderes de setores religiosos, empresariais, militares, diplomáticos, acadêmicos, e de fundações e organizações não-governamentais, recomendam que o próximo presidente utilize seu discurso de posse para anunciar essa mudança de orientação. As principais mudanças seriam: mais comprometimento diplomático, mesmo com o Iran e outros adversários; mais investimentos em desenvolvimento econômico nos países Muçulmanos, para gerar empregos para uma juventude ociosa; a renúncia ao uso da tortura; e a indicação de um enviado especial, dentro dos primeiros três meses do novo governo, para realizar negociações de uma solução diplomática para o conflito entre Israel e os Palestinos.
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