5 de setembro de 2008

Temas Cruciais da Campanha I

Há três questões políticas cruciais que causam resistência ao apoio a Barack Obama. São elas a liberação do aborto, o temor do assassinato do candidato e os apoiadores de Hilary Clinton. Para cada uma dessas questões, achei interessante a preocupação das pessoas que participavam de uma reunião do Comitê do Vale do Silicio por Obama, da qual também participei, de encontrar a melhor abordagem: para a questão do aborto, a idéia não é ser pró-aborto e sim dar liberdade para as pessoas decidirem o que é melhor para elas, no sentido de que “eu não quero um país que decida o que eu devo ou não devo fazer com a minha vida”, como afirmou uma participante da reunião; para a questão do assassinato do candidato, a idéia é rechaçar a política que é feita na base do medo e mostrar que Obama é o candidato do entendimento e da união de todos os norte-americanos, acima das velhas disputas raciais ou partidárias; e para a questão dos apoiadores de Hilary Clinton, a idéia é apoiar-se nas palavras do seu pronunciamento na convenção democrata, em que foi categórica em dizer ”no McCain” ( McCain não).

Temas Cruciais da Campanha II

A campanha democrata acusa os republicanos de tentar desviar o debate das questões reais que estão em jogo nessas eleições, procurando concentrá-lo em ataques cada vez mais agressivos contra Obama. Um dos coordenadores de estratégia da campanha de McCain afirmou categoricamente: “This election is not about issues” (Essa eleição não é sobre temas). As questões cruciais sobre as quais os eleitores terão que posicionar-se e decidir seu voto, segundo os democratas, são as seguintes:

- os republicanos declaram-se contra as possibilidades de salvar vidas da pesquisa de células tronco;
- os republicanos nem mesmo mencionam proteger o pagamento igual para trabalho igual;
- os republicanos apóiam grandes cortes de impostos para os 2% de americanos mais ricos;
- os republicanos ignoram completamente os 10 bilhões de dólares que estão sendo gastos a cada mês no Iraque;
- e eles não fazem nenhuma exceção para o direito de uma mulher fazer sua escolha – mesmo nos casos de estupro, incesto, ou para proteger a vida da mãe.

E conclui a análise democrata: se tudo isso parece mais do mesmo, é porque realmente é. McCain está oferecendo um terceiro mandato para a desastrada agenda de Bush, então não surpreende que sua campanha escolheu focar em ataques pessoais e não em temas.

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