Mídia e Manipulação
Será que essa estratégia de manipulação vai emplacar? Será que a ascensão de Palin para a posição de mais recente popstar pela mídia, deslocando Obama dessa posição, que sustentou durante os últimos 18 meses, terá fôlego para chegar até o dia 4 de novembro e mudar o curso da eleição? Será que a força da mídia eletrônica na criação de estrelas, mitos, legitimando formas de manipulação, será capaz de decidir essa eleição? Não tenho a resposta para essas perguntas, apenas a experiência política de campanhas eleitorais no Brasil, em que finalmente prevalece a força da vida real e o quanto ela influencia nas decisões das pessoas a favor ou contra o governo em curso. E por mais que a chapa McCain-Palin tente manipular, mudando de posição como se muda de roupa, é pouco provável que consiga desvincular-se dos erros do Governo Bush. Entre eles, inclusive, sua responsabilidade pela atual crise, resultado da política de liberalização financeira, que nos últimos anos fechou os olhos para a formação da bolha especulativa com hipotecas imobiliárias, que agora explodiu. É pouco provável que a McCain-Palin consigam transmutar-se numa chapa de mudança.
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