4 de setembro de 2008

Política do Medo

O pronunciamento do presidente Bush perante os convencionais republicanos parece ter dado o tom da nova estratégia política da campanha de McCain: “Se um homem que enfrentou as prisões e a tortura em Hanói não for capaz de enfrentar os problemas dos Estados Unidos, não será a “angry left” (esquerda raivosa) que o fará”. Embora formalmente a campanha de McCain seja abrangente, “the country first” (o país primeiro), colocando os Estados Unidos acima das disputas ideológicas ou partidárias, o seu desdobramento real e concreto parece estar forçando uma polarização. O movimento de mudança tem sido caracterizado como uma alternativa da esquerda, dos socialistas, como se Barack Hussein Obama, como é seu nome completo, pudesse estar escondendo uma identidade muçulmana. Ou então, que fosse um “cavalo de Tróia”, que parece um presente por fora mas astuciosamente perigoso por dentro. O quanto essa surrada política do medo será ou não eficaz nessas eleições, depois de ter já sido tanto usada ao longo desses anos Bush, os resultados no dia 4 de novembro mostrarão.

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