
Os analistas mais esclarecidos identificam nos grandes desafios desse inicio de século a necessidade de um perfil pacificador e negociador para o próximo presidente da principal potência política e militar do Planeta, necessidade que apenas é realçada após os oito anos de Bush. De fato, o mundo da era da globalização vê-se diante de novas questões cruciais como os limites impostos pelo aquecimento global, a escassez de água, a pressão do crescimento do consumo global sobre as reservas naturais de matérias primas e fontes de energia. Ao lado disso, o desafio da convivência de culturas e religiões tão diferentes, em meio a um mundo marcado por profundas e crescentes desigualdades sociais, que tem produzido manifestações de extremismo, fanatismo e atos terroristas da mais alta gravidade. Nesse mundo globalizado, desigual e tenso, a presença de líderes que utilizem o diálogo e a diplomacia como método de relacionamento internacional, que atuem como pacificadores, negociadores, construtores de entendimento e cooperação, passa a ser uma questão emblemática. Não é de estranhar, portanto, que a conclamação de Obama em seu já histórico discurso em Berlim, por uma cooperação americana/européia em beneficio da derrubada dos muros da intolerância, dos preconceitos, das desigualdades em todo o mundo, de modo a fazer que “the world stands as one” (o mundo se una), tenha sido tão bem recebida mundialmente.
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