Surgirão Novas Modalidades de Especulação?
Na última década, o mercado habitacional foi a base dessas transações financeiras de alto risco, que se traduziam em operações colaterais, derivativas e outras tantas manobras que permitiam multiplicar os financiamentos sem garantias reais. Hoje, o Goldman Sachs tem ativos financeiros de 22 dólares para cada dólar de capital próprio. O Morgan Stanley tem 30 dólares de ativos para cada dólar de capital. Ao transformar-se em bancos comerciais, terão que transitar para uma nova posição, semelhante a do Bank of America, que tem menos de 11 dólares para cada dólar de capital. Com menos dinheiro para emprestar com relação ao seu capital próprio, tornar-se-ão instituições financeiras mais sólidas, mas isso também significará uma limitação em seus lucros. Até um ano atrás, os bancos de investimento, gigantes das finanças mundiais, consideravam a regulamentação dos mercados financeiros uma proposta a ser evitada a qualquer custo. Os bancos comerciais, no entanto, sempre estiveram sujeitos a restrições em termos de quanto dinheiro eles podem emprestar e em quais tipos de negócios eles podem envolver-se. A pergunta que não quer calar: com tanta disponibilidade de liquidez mundial, os mercados não acabarão desenvolvendo novas formas de especulação?
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