
A Convenção Republicana da semana passada colocou uma nova questão no debate eleitoral dos Estados Unidos. Os democratas até então pautavam o debate dizendo que os republicanos não queriam debater temas importantes, como a economia, a questão energética, o sistema de saúde e colocavam todo o foco do debate em críticas pessoais a Obama, desqualificando a eleição. A partir de sua convenção, os republicanos introduziram no debate eleitoral a defesa dos valores tradicionais presentes na vida rural e interiorana, como a família, a religião, a defesa da pátria, condenando os democratas e seu candidato por representar as elites urbanas desenraizadas da cultura mais profunda do país. A escolha da candidata a Vice-presidente, Sarah Palin, cumpriu bem esse missão, ao apresentar-se como símbolo dos valores das pequenas cidades e como mãe cujas experiências de família “tem os mesmos altos e baixos como qualquer outra, os mesmos desafios e as mesmas alegrias”.
Perfeitamente adequada para a figura de McCain, essa mesma estratégia funcionou para reeleger Bush quatro anos atrás e os estrategistas republicanos acreditam que funcionará novamente porque “o público permanece culturalmente conservador”. Os assessores de Obama duvidam que essa estratégia funcione, particularmente num ano em que os eleitores querem ouvir sobre economia, atenção à saúde e outros temas que tocam no bolso. Em 1988, uma campanha anti-elites funcionou contra o democrata Michael Dukakis. Quatro anos depois, quando a economia afundou, sua reprise não funcionou contra Bill Clinton.
1 comentários:
Busatto,
A veja publicou essa semana uma matéria onde fala do "Efeito Palin". Me questiono... Será que é real?
Na matéria, eles chegam a colocar a mulher como um turbilhão, um verdadeiro furacão. É isso mesmo que se vê por aí?
Poderia ela virar a eleição? Particularmente falando, e sem muito conhecimento, acho que foi correta a sua escolha para vice.
Abração,
Gabriel
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