O Debate Sobre a Economia do País
No debate sobre a economia e o futuro do país, MacCain não conseguiu ir além de repetir exaustivamente que sua principal política será o controle dos gastos públicos e da corrupção, que teriam tomado conta de Washington e das agências governamentais. Segundo McCain, sua diferença central é a de que ele quer cortas gastos, enquanto Obama que expandir gastos públicos. Obama explicitou os eixos de sua proposta, o corte de impostos para 95% das famílias trabalhadoras, a ampliação do sistema de atendimento à saúde, a independência energética do país em dez anos, investimentos em ciência e tecnologia para que o país possa competir globalmente e a reconstrução da infra-estrutura, sobretudo de estradas. Obama questionou a política de McCain de cortar gastos, quando defende a redução de impostos para as grandes corporações e propôs que o corte seja feito nos 10 bilhões de dólares gastos por mês no Iraque.
O Debate Sobre a Política Externa e de Segurança Nacional
Quando o debate deslocou-se para as questões do Iraque, Iran, Rússia, Paquistão e Afeganistão, McCain demonstrou mais segurança e conhecimento. Obama perdeu terreno nesse tema, porque as diferenças com McCain não são menos de substância e mais de estilo e de ênfase. Obama diverge de McCain sobre a necessidade da guerra ao Iraque. No mais, McCain quer concentrar forças no Iraque, enquanto Obama propõe deslocar forças para o Afeganistão e o Paquistão, porque o alvo deveria ser a Al Qaeda e Osama Bin Laden. Obama quer dialogar com todos, sem impor pré-condições, e melhorar as relações do país com o mundo, que se deterioraram. McCain não aceita dialogar com os inimigos dos Estados Unidos, porque seria legitimá-los e defende a atual política externa do governo. Sobre a Rússia, ambos concordaram que são inaceitáveis suas ações agressivas sobre as nações soberanas, como a Geórgia e a Ucrânia.
Estados Unidos Ainda Como Juizes do Mundo
Obama, como McCain, passam a idéia de um país que ainda continua a comportar-se como um juiz do mundo, um vigia das liberdades e da democracia, como se as demais nações fossem incapazes de cuidar de seu próprio destino, como se a auto-determinação de cada povo e de cada nação não tivesse que ser respeitada. Creio que no final do debate, Obama recuperou a iniciativa quando, de forma inteligente, conectou a segurança do país com sua prosperidade econômica. “Não há país no mundo com sua economia em declínio que conseguiu manter superioridade militar. O próximo presidente tem que ter uma visão mais ampla de segurança nacional. Parte do nosso trabalho de manter a segurança nacional será voltar a fazer os Estados Unidos serem vistos como uma terra de oportunidades, como fomos no passado.”
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