
-liberação imediata de 350 bilhões de dólares; a segunda parcela do mesmo valor será disponibilizada logo que necessário, a menos que o Congresso se oponha;
- a compra de créditos podres será realizada através de leilões invertidos, ou seja, pelo menor preço de oferta por parte das empresas financeiras apoiadas;
- foram introduzidas maiores restrições ao pagamento de compensações para os executivos das empresas financeiras que serão apoiadas;
- governo usará seu novo papel de proprietário de créditos podres para tomar inciativas visando reduzir o confisco de casas, projetado para dois milhões no próximo ano;
- governo terá participação acionária nas empresas financeiras apoiadas, possibilitando aos contribuintes lucrar caso o plano de socorro funcione e as empresas se recuperem no futuro;
- governo ficará autorizado a adquirir créditos podres em mãos de planos de pensão, governos locais e pequenos bancos, que atendem famílias pobres e de classe média;
- haverá rigorosa supervisão do plano por um Comitê Bipartidário do Congresso e pelo Escritório de Prestação de Contas do Governo, e a definição de regras para evitar conflito de interesses com relação às empresas e assessores que forem contratados pelo Tesouro para auxiliar na execução do plano;
- ficará nas mãos do próximo presidente a iniciativa de definir como será paga qualquer perda que os contribuintes venham a ter, após os créditos terem sido comprados e revendidos.
Tão logo o acordo foi fechado e divulgado, já começam as especulações sobre a eficácia do plano de socorre e surgem dúvidas se o valor de 700 bilhões de dólares será suficiente para estabilizar os mercados financeiros. Considerando o valor do mercado de “credit default swaps” (ver postagem de hoje desse blog), as dúvidas e especulações, no mínimo, são pertinentes.
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