Desemprego Disparou
Acabam de ser divulgadas as taxas de desemprego, que dispararam no país. Desde janeiro até agora o número de desempregados cresceu mês a mês e chegou a 605 mil pessoas que perderam o emprego até agora, das quais 84 mil só no último mês de agosto. A taxa de desemprego atingiu 6,1%, a maior dos últimos 5 anos. Nos últimos oito meses desse ano, 685 mil pessoas tiveram as hipotecas de suas casas executadas por falta de pagamento.

Sinais de Recessão
Leio numa única edição do Wall Street Journal, o mais importante jornal de economia dos Estados Unidos, várias notícias sobre dispensa de trabalhadores por grandes grupos financeiros, como é o caso da Lehman Brothers; a redução em 62% dos lucros da Sears no segundo trimestre do ano; a revisão para baixo das vendas globais da Toyota em 2009; a redução em 8.2% dos lucros da Telecom China no primeiro semestre; a previsão dita sombria dos lucros da Samsung para o terceiro e quarto trimestres do ano. Tomei apenas algumas empresas mais conhecidas para não ser exaustivo. Para não falar nos problemas estruturais da economia norte-americana, como os déficits gêmeos –nas contas externas e nas contas fiscais -; a trilhionária dívida pública; a crise do sistema de financiamento habitacional; o aumento dos preços do petróleo, do qual o país é altamente dependente do exterior, e que impactam fortemente nos custos da economia e no orçamento das famílias. O próprio governo já começa a admitir os primeiros sinais de recessão.
Pobre Debate sobre Economia
Pobre Debate sobre Economia
É impressionante, entretanto, que sinais tão acentuados de recesssão não conseguiram até agora pautar a questão econômica que afeta tão fortemente o país no debate eleitoral. Mesmo Obama, que acusa McCain de não dizer uma palavra sobre economia e de querer fazer uma eleição “não sobre temas, mas sobre personalidades”, trata a questão econômica basicamente sobre suas conseqüências para os trabalhadores e as classes médias. Todos os dias Obama denuncia que as pessoas estando perdendo ou vendo o valor de suas casas despencar, que o aumento do preço da gasolina e outros produtos básicos está impedindo as pessoas de bancar seus carros e seus cartões de crédito, que os preços da educação estão proibitivos, que as oportunidades de trabalho escassearam. Mas não se abordam as causas dessa situação e como revertê-la, com a única exceção da questão energética, pelo seu impacto no orçamento doméstico através do preço crescente da gasolina.
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